sábado, 19 de maio de 2018

O olhar de um homem apaixonado. A agora Duquesa de Sussex, mais conhecida por Meghan Markle, quando mostrou ao mundo que menos é quase sempre mais

Nada de decote demasiado revelador à frente, nem de decote demasiado profundo nas costas. Vendo bem, quase não existem decotes, algo que só revela bom gosto. Nada de rendas, folhos, cais-que-cais, lacinhos, transparências, brilhantes, lantejoulas, assimetrias, pele em catadupa à mostra. Nada de nada. No entanto olha-se para, a agora Duquesa, ao lado do seu, agora Duque, e pensa-se, ou neste caso eu penso: a simplicidade, ou aparente simplicidade, ou complicada e meticulosa simplicidade quando tem como aliada o bom gosto não precisa de mais nada. 

(temos um Príncipe apaixonado, ou um Duque apaixonado, nada bate o olhar de um homem apaixonado, verdadeiramente apaixonado - mulher que nunca sentiu isso na pele é porque nunca viveu realmente, convém experimentar nem que seja uma única vez na vida...)


domingo, 13 de maio de 2018

Cá vou eu dar uma dica às dicas das decoradoras lá dos interiores


Mais concretamente a uma decoradora de um programa em que entra a Bárbara Guimarães de que agora não me recordo o nome, ou recordo-me vagamente. Penso que é um: e agora o que é que eu faço? Não é um programa daqueles de se lhe tirar o chapéu no que a decoração, remodelar, diz respeito, mas come-se. Ou vê-se.

Dizia às tantas esta decoradora na parte da arrumação de livros em estantes que:

1. a) e b) Aconselha arrumar os livros na horizontal e aconselha também - grande catrefada de conselhos que me impingiram de uma só vez nesta manhã de domingo - que as lombadas fiquem arrumadas por cores.

2. Aconselha que as telas não sejam penduradas nas paredes, mas sejam encostadas em cima das estantes. Acho que aquilo é muito à frente.


Calma que a mãe já vai. Ou, neste caso, que aqui a Maria já lá chega. 
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Maria, eu portanto, acabei de chegar à parte da malhação.

1. a) Arrumar os livros na horizontal implica que se eu quiser ler um livro que se encontre em último ou em penúltimo lugar a contar de baixo, tenha de retirar toda a pilha de livros que se encontra em cima. Coisa que não só implica desgaste, rouba tempo, e é capaz de deixar os nervos de uma pessoa todos esfrangalhados. Pode resultar para quem tem meia dúzia de livros e muito provavelmente nem sequer os lê, no entanto não resulta para que tem muitos, que é o meu caso. Tenho livros na horizontal, mas são dois ou três que se encontram em cima dos que estão bem arrumados na vertical e isto por falta de espaço lá na rua dos livros.

1. b) Arrumar livros com as lombadas por cores - a ver se tomo um calmante e um copo de bagaço antes de me debruçar sobre esta temática deveras fracturante -, ó senhora decoradora das dicas meio estranhas, quem é que goste de ler a sério, mas mesmo goste de ler a sério, se lembraria de coisa mais supérflua, sem sentido, do que essa coisa de arrumar livros tendo em conta a cor das lombadas? não me diga que as pessoas quando compram livros, não os compram porque gostam do autor, mas porque a lombada do livro é cor-de-rosa e fica mesmo bem com os cortinados da sala que são em verde seco estaladiço?

2. Esta moda das telas encostadas e não penduradas é de uma enorme falta de segurança, isto se se colocarem, como foi a sugestão da decoradora em questão, em cima de estantes. E vai que existem crianças em casa, aquilo com um encontrão sem querer na estante e lá vem a tela por ali abaixo direita à cabeça dos mais pequenos. Se for uma tela valiosa, é a cabeça e a tela que vão à vida. Um dois em um, portanto. E se se dá um leve tremor de terra, é ver telas a saltar de cima de estantes para cima das pessoas e dos animais. Um festival de alegria e cor. São as lombadas coloridas a dançar o malhão malhão com as telas muito à frente. Termino dizendo que não desgosto de ver quadros grandes, telas em formato também ele grande, encostadas a uma parede, mas no chão, num local onde se encontra um vazio que precisa de ser preenchido de forma intimista, digamos assim. 

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Só numa coisa concordei com esta decoradora, luzes amarelas sempre, é uma luz mais confortável, porque isto de usar luzes brancas em casa, deixa uma pessoa aos tremeliques-iques-oques. Luz branca é uma luz muito agressiva. Fria. Não gosto, portanto. Tendo em conta que já existem luzes amarelas económicas... As luzes brancas deveriam ser proibidas por toda a cidade, em restaurantes, cafés, lojas, supermercados, caramba, por vezes uma pessoa entra em certos locais e só consegue aguentar com todo aquele foco de luz branca em cima, de óculos de lentes muito escuras. Deixa o sistema nervoso a ferver. Eu sei, tenho um sistema nervoso muito sensível. Não tenho culpa, agora é tarde, já não aceitam devoluções.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Catarina Furtado e a separação de águas de braço dado com 'I shall say this only once'

Esta polémica em torno de Catarina Furtado, as criticas severas por não falar fluentemente Inglês e ter sido uma das apresentadoras escolhidas, fazem ou não fazem sentido tratando-se deste tipo de evento?

É apenas disto que se trata. Separar águas é bom e recomenda-se.

(a título de curiosidade, a BBC também criticou o 'mau' inglês de Catarina Furtado)

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Adenda de 13.Maio.2018
(esta foi a canção que Salvador cantou na final acompanhado ao piano por Júlio Resende)


quinta-feira, 10 de maio de 2018

Dois mil milhões de pessoas no Facebook e eu não sou uma delas. Gosto!


O ano passado fui passar uma semana de férias a casa de um familiar, não conheço muita gente naquela rua, só que, a chegada de uma pessoa que não mora ali suscita sempre muita curiosidade, portanto em poucas horas já sabia o nome de quase toda a gente. Lembro-me de um senhor passar pelo portão muito irritado e dizer em voz bem alta: eu aqui preocupado por ver tudo fechado em casa, e só soube há pouco ao entrar no Facebook deles que foram ontem para o Algarve... Isto porque mesmo ao lado mora família, família essa que em vez de avisar que ia de férias, já que moram ao lado uns dos outros, decidiram publicar fotos lá do Algarve onde já se encontravam, no Facebook.

Parece que a vida agora é isto. Eu passo, viver para mim, não é, seguramente, isto. 

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Portanto, existe um movimento que está a organizar um almoço de apoio a Sócrates pela módica quantia de €20/pesssoa

Tratando-se de quem se trata deve ser gourmet.
Por €20 deve ser uma coisa mais ou menos assim:


Com azeitonas, papas e bolos se enganam os tolos.

Informam que o almoço se realiza num domingo, coincidindo naquela parte de ser cinco dias antes do inicio do Congresso do PS. Eu cá começo a acreditar em coincidências.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Por vezes pergunto-me porque raio vou eu ler certos artigos de jornais!?!

Entrei devagarinho no jornal Expresso, para aí a 10 à hora e mesmo assim espatifei-me contra a parede, que é como quem diz: mas faz algum sentido este artigo de Paula Cosme Pinto?

Maria esclarece Paula:
1. Nos dias que correm os homens também já se depilam, é uma questão de higiene. E não, não fica lá muito bonito isso de pêlos de fora, quer em homens, quer em mulheres. Ponto.
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A propósito desta parte do artigo:

2. Hã??? 
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A propósito desta parte:

3. E isto só melhora... Eu cá já fui casada, já namorei com quem bem quis, e, vá lá saber-se a razão, os homens que escolhi não eram homens dados ao palavrão. Ele há coisas! Ou, ele há escolhas, se calhar é melhor assim.

E não, sejam homens ou mulheres, isso de falar alto é coisa que me fere os ouvidos. Não gosto, portanto. 

Os asteriscos ali no sítio do palavrão são da  minha autoria. Temos pena! Não fico extremamente entusiasmada, a minha vida não fica de repente muito excitante só porque uso palavrões. Seria ridículo se assim fosse. Género: olha, deixa cá dizer meia dúzia de palavrões para me sentir mais viva, melhor comigo própria e o raio. São escolhas, e cada qual terá a sua. É-me indiferente o que as pessoas comem na sua casa, com quem comem e como comem. Comam e não se esqueçam de fazer bem a digestão.

Aquela parte da classe e do não chamar as coisas pelos nomes, fez com que o meu neurónio-mor desse três voltas ao quarteirão e mesmo assim voltou de lá com as mãos a abanar. Classe é classe, outra vez ponto.
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A propósito desta parte:

Desisto!

Não sem antes esclarecer a Paula que existem muitas mulheres que são sobrecarregadas porque são as próprias que por vezes recusam a ajuda dos homens que têm ao lado com o argumento meio estranho de: deixa lá isso, eu faço...

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Comentários que passam automaticamente a post pelo bom aroma a bolo acabado de sair do forno

Existem por vezes comentários que, pela qualidade dos mesmos. merecem passar a post, é o caso deste comentário de um meu texto - o texto da pequena e confortável cozinha, lá mais em baixo - em que um comentador, o André do blog 'A loja do Mestre André', teve a enorme gentileza de deixar por aqui. Comentário de comer e chorar por mais, diria.

Ora vejamos:

«Bolo de Iogurte como deve ser
Ingredientes:
- 1 iogurte natural (não açucarado, nem magro, nem cremoso, nem grego… *)
- 3 ovos de galinha (podem usar-se de codorniz ou de avestruz, mas será então conveniente codornizar ou avestruzar, respectivamente, a quantidade dos restantes ingredientes!)
- açúcar (branquinho e refinado)
- farinha (de trigo, daquela “para bolos”)
- fermento (em pó)
- óleo (de girassol)
- manteiga ou margarina (para efeitos de untamento)

Confecção:

Iogurte pardentro e passa-se o copo por água para servir de medida.
Separam-se as 3 gemas das 3 claras (reservam-se as últimas para mais tarde fazer castelos) e ajuntam-se as primeiras ao iogurte. Mexe-mexe com carinho, sempre-sempre até homogeneizar.

Venha o açúcar (e com ele a batedeira, equipada a rigor com as hastes amassadeiras já que é disso que agora se trata) à quantidade de 3 vezes o copo que se passou por água, medido a olhómetro por onde estava o iogurte. Coiso-coiso com o dito, sempre-sempre até que tal.

Medida como o açúcar, está na hora da farinha. Com pozinhos de ferlimfimfim, quero dizer, de fermento – uma colher das de chá será bastante para a magia acontecer. E para bom entendedor, já será dispensável a lenga-lenga de final de parágrafo!

Já com a massa mais densa e pesada, o ingrediente que se segue é o óleo. Mede-se como os anteriores, mas à razão de 1/3 (apenas 1 copo, para os cérebros menos matemáticos). E toca de lenga-lengar…

Posto isto põe-se a massa a descansar – umas pseudo-tréguas, coitada – enquanto se mudam as hastes da batedeira e se brinca aos castelos com as antes reservadas clarinhas. Tudo-tudo como sempre-sempre, clara está!

Tocados a colher de pau, muito braço e ainda mais carinho, envolvem-se os castelos na massa, até que de tão homogénea esta comece a em-bolhar-se consigo mesma.

Forma untada, polvilhada com farinha cujo excesso se sacode, transfega-se a massa do contentor anterior para est’ outro. Outro este que se põe no forno, previamente aquecido à ordem de entre 150 a 200 graus (dos centígrados)!

*ver título!

Nota final:
Havendo por objectivo minimizar a gulodice masculina, parece que é só botar – p’ra sabotar! – gindungo em barda entre os dois primeiros passos da confectura
!»