sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Nós, as mulheres, somos umas chatas - chatas quando tratamos os homens como filhos e não como homens

Umas das coisas - talvez das poucas, não sei bem - que posso dizer que me orgulho de ter mudado foi ter dado um passo atrás a tempo, a tempo de conseguir sair do patamar de chata em relação aos homens. Sim, também eu já fui uma tremenda chata, era de uma forma inconsciente, essa parte também é verdade, mas isso não me retirava o rótulo de chata. Passo a explicar a razão.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

(o nosso Primeiro-Ministro já deveria saber que as redes sociais não perdoam, não perdoam gaffes)

Uma gaffe, como nos revela a Infopédia - Dicionário da Porto Editora - é nada mais nada menos do que: "acção ou palavra impensada que provoca uma situação embaraçosa ou um equívoco; deslize". 

Até aqui tudo bem, deslizar é algo natural. Quem é que nunca se viu num daqueles dias muito pouco habituais, onde a neve visita a cidade de Lisboa? - por breves minutos, bem sei, mas visita - sendo a cidade Lisboa uma cidade muito pouco habituada a visitas vestidas todas elas de branco, visitas um pouco frias, visitas que nos entram pela porta adentro sem pedir licença, visitas que nos apanham desprevenidos na cozinha de manhã muito cedo, ainda vestidos da forma com se veste quando a privacidade é lei. Lei para se cumprir. 

(na minha casa o Estado sou eu, e sendo nessa base o poder legislativo também me pertence, se me pertence as leis são para se cumprir, portanto cá nada de me invadirem a privacidade; faltou um pequenino pormenor, acumulo funções, sendo a única habitante dessa casa tenho de, obrigatoriamente, acumular funções; ora sou povo a trabalhar sem parar numa de aguenta e não chora, ora sou o Estado a legislar e a pagar uma miséria; uma canseira bipolar!)

Onde é que eu ia? Ah, a gaffe do nosso Primeiro-Ministro. Acontece. Não sei se já contei aquela parte de que por vezes a neve visita a cidade de Lisboa e, sem querer, uma pessoa escorrega porque não estava à espera de encontrar o piso tão escorregadio? Foi o que aconteceu, o nosso Primeiro-Ministro não está habitado a isto dos tweets - coisa que Donald Trump já trata por tu vai para três quinze anos - e como tal em vez de escrever estive, esqueceu-se e comeu sem querer uma vogal e uma consoante, escreveu tive. Pronto, não se apoquente com isso senhor Primeiro-Ministro, nós perdoamos, não se esqueça também é de nos perdoar quando a malta deslizar sem querer. Cumprimentos neste dia assim para o frio, mas sem neve, felizmente. Penso eu...

(tweet que já foi corrigido, ora ainda bem)

(notícia veiculada por quem achou que deveria veicular)


Nota sem importância alguma: Eu cá acho que seja António Costa, ou fosse Passos Coelho, as redes sociais não perdoam este tipo de erros. Eu até entendo a parte de não perdoar, é que as pessoas já estão tão cansadas que não lhes perdoem nada, nem 50 cêntimos num imposto qualquer, que quando podem cair em cima, juntam-se todas numa rede qualquer e, ó, é fugir rapidamente dali para fora porque pode pegar fogo.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Agora é que arranjei um lindo 31 (ó diabo!)

Resolvi ir buscar ao baú alguns ditados populares, dar-lhes outro significado tendo como pano de fundo a palavra diabo. Cá por coisas minhas achei que hoje era um bom dia para oferecer ao diabo uma fatia de tarte de limão merengada.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Maria escreve carta à blogosfera

Ultimamente achei que a blogosfera estava a ressuscitar depois de um período em que mais parecia estar a afundar-se. Para quem gosta de ler e, também, de escrever, blogs de gente que tem opiniões e não se coíbe de as desenvolver, é bom, muito bom mesmo. Quem diz opiniões, diz outro género de texto, desde que seja da autoria do próprio, ou mesmo não sendo, que as palavras escritas do próprio sejam sempre em maior número do que as do texto que arrastou até ali por alguma razão.

Estava a ficar cansada de ver muita gente querer transformar os blogs em cópias do Facebook, apenas com três ou quatro palavras, ou outras redes sociais que estão mais voltadas para fotografias. Os blogs são essencialmente palavras escritas, palavras que podem ser escritas em qualquer canto, basta ter vontade, prazer, inspiração e uma enorme paixão pelas letras. O que quero dizer com isto é que é uma pena que alguns não percebam algo tão simples. Deixem quem quer escrever, escrever à vontade. Deixem quem gosta de ler, ler à vontade. Deixem. E deixem sobretudo de querer amordaçar as pessoas, percebo perfeitamente que isto de as pessoas se puderem expressar cause incómodo a muitos, é a democracia, senhoras e senhores, é apenas a democracia em todo o seu esplendor. Liberdade de expressão. Democracia. Ou isso agora já não dá jeito nenhum? Pois, compreendo a parte de não dar jeito nenhum. Dantes todo o poder estava de um só lado e, as pessoas, não tinham voto na matéria, agora têm. Imagino as chatices que isto causa.

(ontem li um artigo num blog que tinha como título: 'Por falar em vender a alma ao Diabo..', muita letra junta, e que bem que me soube tanta letra junta, e que bem que me soube o que por lá aprendi, até comentei, vejam só o meu atrevimento, e tive direito a resposta que acrescentou mais ainda, gente cinco estrelas, é o que é)


E é isto.

Escrevo sobre Rita Ferro Rodrigues mas não acerca do assunto que pôs na fogueira Rita Ferro Rodrigues

Já há muito que me tinha apercebido que a maioria das pessoas não sente grande empatia por Rita Ferro Rodrigues, o que eu não tinha noção era até que ponto. E apercebi-me desse facto nestes últimos dias quando tudo o que é Internet, basicamente, untaram Rita com óleo de girassol e colocaram a autora do artigo das apresentadoras da RTP que vão apresentar o festival da Eurovisão 2018, quase que, literalmente, mas ainda bem que não foi literalmente, no espeto a assar em lume, ora forte, ora brando. Era um cheiro a churrasco que não se aguentava. Eu que não gosto de fogueiras, aliás, gosto de fogueiras no sentido de as saltar, aproveitei o momento e saltei dali para fora.

De entre muitos dos textos e muitos dos comentários existiu um que me saltou à vista, dizia um comentador que não percebia o facto de Rita ser defensora dos pobres e oprimidos, feminista ferrenha, e, no entanto, apresentava um programa no horário da tarde onde enganava os velhinhos (ressalve-se o facto de velhinhos não ser um termo meu) convidando-os a telefonar para números de valor acrescentado. Parei e reli o comentário. Saí a pensar naquilo e no facto de a SIC estar muito pouco atenta nisto das pessoas e suas preferências. Parece que não ligam nenhuma. Não querem saber. Vai daí reflecte-se nas audiências. Pois.


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Embaralhações (Isaltino Morais; Carlos Cruz; Renato Seabra)

Existe algo de comum nestes três homens, independentemente do crime que cometeram, não vou colar à palavra crime o alegadamente porque foram efectivamente condenados e cumpriram pena - um deles ainda cumpre - escrevia eu que existe algo de comum, esse algo foi um Tribunal ter decretado que, por a + b, ou por b + a, deveriam ser presos. 

Se um Tribunal e o seu colectivo de juízes consegue reunir provas que levem à detenção de pessoas, e sublinho o facto da tal reunião de provas, então quem sou para pôr em causa?! Sou uma pessoa comum que precisa e quer acreditar que a justiça portuguesa funciona, que os nossos tribunais funcionam, não tenho como não voltar a sublinhar o facto do precisar de acreditar, do querer acreditar. Quando algo falha nos tribunais, nas sentenças proferidas por juízes, então o caminho teria de ser revisto. Todo revisto. Coisa que é bem capaz de nos fazer andar para trás, bom, talvez não, talvez seja mais de nos fazer andar para a frente. Sem precipitações. Claro.

A razão que me levou a abordar este tema, um tema de embaralhações que são mais do que muitas e tendem a deixar todo um estado neuronal em polvorosa, prende-se com isto que se segue:

domingo, 14 de janeiro de 2018

Provérbios à beira da falência

As pessoas interiorizaram que o ataque é a melhor defesa e, vai daí, andam esbaforidas, com um olhar que parece que meteu a segunda, logo à primeira, nisso de esgrima em cama de ódio - raio de frase que acabei de escrever - bom, o que eu queria escrever neste domingo frio, de céu azul e ainda que o mar enrole na areia e a areia não esteja com meias medidas e dê um valente sopapo (sopapo, também é coisa para ser valioso, isto hoje, vai) no mar, eu acho que atacar sempre, quando por vezes não existe ali nada que nos impulsione, nos grite, que precisamos de nos defender, é extenuante. Extenuante para o próprio. E ainda mais extenuante para quem já não tem paciência alguma para pessoas que só interiorizam aquilo que mais lhes convém.

Neste momento convém-me interiorizar que tenho ali à minha espera um posta pequena de salmão e brócolos al dente. Sim, também uso dentes para trincar os brócolos. The end que se faz tarde para o almoço, quem não gostar de estrangeirismos é favor de os comer em modo sopa a nadar em gengibre moído. Gengibre sabe nadar, Yo!