sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Apresentadores de televisão que oferecem coisas à séria (olha que coisa mais linda)

Apesar de tudo ainda existem pessoas capazes de nos fazer sorrir em bom. 

By DN:

Em Portugal, bom, em Portugal também acontecem coisas boas no campo de apresentadores de televisão, temos, por exemplo, os 760 ... ... desta vida, o suplemento de cálcio mais a oferta de canecas.

(convém activar  o botão da ironia neste último parágrafo)

(lá tinha de chegar o dia em que eu faria uma proposta indecente às pessoas desse lado)

Foi hoje, mesmo à beirinha das pessoas finalmente tirarem as máscaras que usam durante o ano todo, excepto nesta altura do Carnaval. Assim é melhor, penso eu. Adiante que não tarda é meio-dia do dia de amanhã.

Proposta indecente e assumidamente descarada. Já que a foto ali mais em baixo gerou tanta polémica, e achando eu que uma foto é arte, beleza, pode até ser uma beleza triste mas é beleza no sentido de que existe por ali, nalgum ponto, sensibilidade captada por uma objectiva no momento certo. Sendo assim, o que eu gostaria de perceber é a forma como as pessoas também olham a beleza de uma fotografia através dos seus olhos.

Portanto o desafio é muito simples, é deixar um link com uma foto que consideram grande em beleza. E ainda maior em conteúdo.
- / -

Adenda:
Resolvi dar um exemplo de uma foto que me perturba bastante, admito.
No entanto não deixa de ser uma bela foto ainda que o termo belo, neste caso, seja estranho.
(não sei quem é o autor da mesma - sei que é do site da National Geographic)

Foto do caro Observador (para entrar é clicar  no  blog Reflexos)
"Uma foto que diz muito. Amizade, igualdade, fraternidade"

Foto da Fatyly  (para entrar é clicar  no blog Uma Nova Cubata)
"Não é preciso termos muito, basta saber criar com imaginação para sermos felizes"
"Crianças que constroem os seus próprios brinquedos...com tão pouco e conseguem sorrir!"

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Maria escreve carta aos editores de revistas femininas que acham as mulheres seres dotados de um neurónio só (fora de serviço, ainda por cima) e todo ele rosa fluorescente

Ó exmos. senhores editores de revistas femininas,

(aquele Ó no inicio é só para enfatizar porque dizem que faz bem aos músculos da feminilidade)

Começa a carta do Ó.

Venho por este meio porque outro não me foi ainda disponibilizado, mas eu tenho fé, sou uma pessoa de fé desde que a fé saiba que, de quando em vez, preciso dos meus momentos de introspecção e lá terá que me deixar em paz uns segundos, segundos esses que podem ser transformados rapidamente em largas horas ou mesmo, dias. Quiçá, anos. Dizia eu que preciso de desabafar coisas cá do meu âmago (ó - outro ó - aos anos que quero escrever âmago, hoje foi dia de âmago, aleluia) 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Maria, eu portanto, vou falar muito à minha maneira da foto vencedora do ano - World Press Photo

Faço entrar a foto que não foi a premiada, mas a foto do Embaixador ainda vivo. 
Não terá grande impacto.
Não terá nada de artístico.
Tão pouco interesse jornalístico.

São apenas duas pessoas vivas, 
embora a pessoa em plano de fundo se prepare para roubar a vida à da frente.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

(mensagem para malta dos 15-18 anos mas que pode ser lida por gente dos 19-90 anos)

Pá, malta, cheguem-se aqui ao pé de Maria. Já está. Boa! 
"Meter a mesa", não se diz.
A mesa não se mete, a mesa põe-se.
Era mesmo só isto.

Espero eu que seja só isto, querem lá ver que gente mais velha também diz "meter a mesa" (?)


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Ti Etelvina das Couves deseja cheirar a Chanel Nº 5 (e sai outra história de Tis)

Ti Etelvina das Couves cheirava a couves conforme o seu apelido, só que Ti Etelvina das Couves sonhava cheirar a Chanel nº5 tal como achava que cheiravam as meninas lá da televisão que eram todas, todas muito lindas e anunciavam aquele perfume que tinha um nome muito difícil de dizer e de escrever muito mais ainda.

Aos olhos de Ti Etelvina das Couves, herdeira apenas de um apelido em modo planta comestível porque a sua mãe não tinha dinheiro para mais, cheirar àquilo de nome difícil de dizer e de escrever muito mais ainda, o tal do Chanel nº5, era bem capaz de fazer com que o seu homem elevado a marido, o Ti Manel dos Nabos, a olhasse fundo nos olhos como há muito tempo a não olhava e a procurasse como há muito tempo a não procurava. Ti Etelvina das Couves estava sempre ali, todos os dias, a fazer a sopa igual ao seu apelido, sopa de couves, portanto não entendia como é que Ti Manel dos Nabos não a via.

(entra em cena a mãe de Ti Etelvina das Couves, sogra de Ti Manel dos Nabos)

Ti Eufrázia dos Porcos que comiam Couves, tinha dito à filha Etelvininha, na altura pequena demais para ser das Couves que, apanhar couves e fazer sopas bem apuradas, eram a armadilha ideal para apanhar homens distraídos que de tão distraídos quando davam por eles estavam na frente do padre Rosefino da Cruz Martirizada, vestidos com um fato domingueiro comprado na loja do alfaiate da vila, o Ti Albertino Coze-Cose, prontos para casar, tal e qual frangos dispostos em fila à espera da sua vez  para serem assados, enfiados num espeto capaz de espetar o olho da noite mais escura de um Inverno também ele todo escuro e choroso.

(sai de cena a mãe de Ti Etelvina das Couves e entra em cena Ti Manel dos Nabos)

Só que, Ti Manel dos Nabos andava meio triste, meio, porque sempre é melhor do que andar triste por inteiro, e andava meio triste por não suportar ver a tristeza nos olhos aconchegados por uma espuma de rugas da sua Etelvina, por isso, um dia resolveu levantar-se por volta das cinco da madrugada e rumou à cidade com a intenção de comprar aquela coisa que diziam fazer as pessoas cheirar bem, coisa essa capaz de devolver o sorriso à sua Etelvina que apanhava couves como ninguém.

Parece que tinha um nome muito esquisito, era um chánel não sabia das quantas. Ti Manel dos Nabos achava, lá para os lados do seu entendimento, que só vendiam aquilo no dia 5 de cada mês, daí chánel cinco. Perspicaz o Ti Manel dos Nabos, perspicaz embrulhado em esperto como só ele, só por causa das tosses tinha marcado no calendário o dia 5 para comprar o tal chánel que não sabia quem era mas estava disposto a encontrar só para ver feliz a sua Etelvina das Couves. Depois de muito calcorrear a cidade à procura do senhor chánel lá o encontrou todo esticado a apanhar sol numa montra pintada de doirado, enfiado dentro de um frasquinho pequenino mas caro como o raio. Bom, pensou o Ti Manel do Nabos, lá vai o dinheiro de um ano de poupanças, mas para ganhar o melhor sorriso da Ti Etelvina das Couves e, quem sabe, mais qualquer coisita, valia bem a pena. Resolveu cheirar o senhor chánel comprado nesse exacto dia, o dia cinco, bem de perto, fez uma careta enquanto pensava: vou comprar mais um frasquinho disto.

(fiquei para aqui a pensar em qual a razão de Ti Manel dos Nabos desembolsar mais um dinheiro para comprar mais um frasco de perfume que, segundo ele, era caro como o raio... só espero que não seja para deitar na sopa das couves de Ti Etelvina quase de apelido renovado - Ti Etelvina Cheira Bem Que Se Farta)